Mesmo que pareça ter sido atingido um «teto», as taxas de juro continuam mais altas do que num passado recente. No entanto, recorrendo a um corretor, pode obter um preço capaz de compensar a diferença. Explicações.
Taxas de juro: uma pausa após meses de subida
A notícia foi saudada como merecia. O Banco Central Europeu decidiu manter as suas taxas diretoras neste outono. Após meses de subida contínua, considerou que o nível da inflação voltara a ser razoável. Ou, se preferirmos, que a situação não exigia ir mais longe para obrigar as economias do Velho Continente a travar a subida dos preços. Ora, são estas taxas que influenciam diretamente as taxas de juro fixadas pelos bancos quando se financia um projeto imobiliário. Mas — porque há sempre um «mas» —, mantendo-se tenso o contexto internacional (guerra na Ucrânia, subida contínua dos preços da energia, conflitos no Médio Oriente…), nada está ainda garantido para os meses e trimestres vindouros. Por agora, é preciso continuar a contar com taxas de juro globalmente mais altas do que em 2022 e sobretudo em 2021. Dito isto, será que se deve baixar os braços? Não, evidentemente!
Tudo é relativo
Para muitos economistas, o facto de as taxas se terem tornado quase irrisórias era anormal. De certa forma, recuperaram um nível lógico. E sem qualquer relação com o que era corrente nos últimos anos… do século XX! Conheceram-se então taxas de dois dígitos… Mas o ambiente não era o mesmo e os preços de mercado não tinham disparado. O desafio que se coloca a muitas famílias que gostariam de comprar uma habitação (moradia ou apartamento, usado ou novo) tornou-se duplo. A subida das taxas veio somar-se a um nível de preços sem comparação com o que era nos primeiros anos do século XXI. E, no entanto, é precisamente aí que reside uma segunda margem de manobra…
Jogar com os preços para compensar
Aquilo que se paga a mais com taxas de juro mais elevadas continua a ser possível compensar negociando preços mais baixos. Não se pode apontar uma arma à cabeça dos vendedores, mas pode sugerir-se-lhes — sobretudo se eles próprios tiverem o projeto de adquirir outro imóvel tendo como capital principal o produto da venda do imóvel atual — que têm tudo a ganhar em mostrar mais flexibilidade.
Sejamos concretos: para um agregado que financie 500 000 euros a 20 anos, o custo médio do crédito aumentou num ano de 2,86 % para 3,82 %, o que corresponde a um aumento do custo dos juros de 157 000 € para 215 000 €!
Ora, este sobrecusto de 58 000 € pode ser compensado. Em imóveis anunciados acima de meio milhão, negociar o preço com mais finura pode apagar, se não todo esse sobrecusto, pelo menos uma parte nada negligenciável.
Estamos aqui para o ajudar
Como diz um provérbio bolsista japonês, as árvores nunca crescem até ao céu. O mesmo se aplica às taxas de juro e aos preços de venda das habitações… Os banqueiros, por um lado, e os vendedores, por outro, hão de necessariamente voltar à razão. É por isso que um corretor experiente estará melhor colocado para o acompanhar e conduzir as conversações a bom porto…
A conjuntura é difícil, é certo, mas não há razão para atirar a toalha ao chão. Muito pelo contrário. Tem um projeto? Estamos sempre disponíveis para que o nosso saber-fazer e as nossas redes o ajudem a comprar a moradia, o apartamento ou o espaço comercial com que sonha.





